24 Maio, 2012

E agora vou ali fazer uma mousse de chocolate, que amanhã tenho cá um jantar em casa.

Gosto de ter a casa limpa. Não sofro da síndrome da mania das limpezas mas, sim, admito, quando as coisas estão descambar faz-me uma certa confusão. Costumo chegar a casa tarde e gosto de ter tempo para nós. Uma vez por semana dedicamo-nos às limpezas - tem mesmo de ser. Dividimos as tarefas e corre lindamente. Despachamo-nos e aproveitamos o tempo que ainda nos resta para relaxar. Fazemos tudo, só não engomamos. Eu odeio passar a ferro e o J. também. Por isso, todas as semanas entregamos à T., que trabalha em casa da minha irmã e dos meus pais, um cesto de roupa. Ela é uma despachada, muito competente. Também foi ela que nos fez a primeira grande limpeza nesta casa e hoje voltou - tão bom! Chegar a casa e sentir o cheirinho dos detergentes no ar... Decidimos que é para continuar, precisamos que ela venha cá mais vezes.
Hoje, quando saímos do trabalho, aproveitámos e fomos ao Pingo Doce comprar peixe. Sim, eu sou das pessoas que aproveitam as promoções. Na semana passada dediquei-me à carne e hoje atirei-me ao peixe. E valeu realmente a pena. Fomos à loja do Riviera por volta das 19h30 e só tinha duas pessoas à minha frente. Resumindo: trouxemos 60 euros em peixe fresco e pagámos 30. Sem stress, filas ou confusão. Vale muito a pena.

22 Maio, 2012

Ídolos

Sou pessoa que ao domingo à noite gosta de ver o Ídolos. Tenho acompanhado todas as edições e considero que esta é a mais fraca de todas. Mesmo ao nível do júri. O Pedro Abrunhosa é o único que sendo músico tem capacidade para avaliar o potencial de cada candidato de uma forma mais rigorosa, preocupando-se sempre em fazer críticas construtivas. Pode não ter voz mas sabe escrever, compor, sabe aplicar técnicas e sabe declamar os seus poemas (que são maravilhosos, na minha opinião). O Manel Moura dos Santos é aquilo que lhe pagam para ser: o mauzão do programa. Nada mais que isso. Quanto à Bárbara, ainda não percebi bem qual é o papel da senhora. Sobretudo depois do filosófico comentário dirigido a um candidato: "tudo o que eu te dou, tu me dás a mim". Acho que nem ela percebeu. O Tony é o Tony! Deve ser uma excelente pessoa, reconheço-lhe o mérito de se ter tornado num ícone da música ligeira/romântica portuguesa mas penso que não é o suficiente para avaliar os outros. Tem uma cultura musical muito pouco abrangente e o estilo pop não é com ele... mas dá audiências do caraças!
As galas ainda não começaram mas até agora tenho duas candidatas favoritas: a Solange e a Mónica.
Vamos ver...

GOSTO!

Hoje tive uma epifania. Tenho de aproveitar! Mãos à obra!

Sábado estive numa festa para ver um trailer da série que escrevi, do projecto que mais adorei fazer até agora (e já lá vão 8 anos...) Ao ver aquelas imagens emocionei-me. Eu sou lamechas por natureza mas nunca me tinha acontecido ver uma coisa que ultrapassou todas as minhas expectativas (que já eram bem altas). Vieram-me as lágrimas aos olhos. E pelo que depois me disseram, não fui a única a quebrar. Desde o elenco, da realização, da iluminação, ao guarda-roupa, passando pela caracterização, pelos decors... só tenho elogios a fazer. Nunca me tinha acontecido tal. Em todos os projectos havia sempre uma ou outra coisa a apontar. É tão bom ver os textos ganharem corpo num elenco que os veste de uma forma perfeita. É tão bom ver todo o esforço de uma equipa ser recompensado pelo resultado final.  Só tenho a agradecer a todos que estão a tornar este projecto muito especial. Não tenho dúvidas de que vamos fazer História!

18 Maio, 2012

 
E pronto... é hoje que vou continuar o vício. Love it!

TX


17 Maio, 2012

A crise a a solidariedade

Ultimamente e, ao contrário das expectativas, tenho notado que anda por aí uma grande onda de solidariedade. Num mundo onde a presença física é cada vez mais substituída pelos telefonemas, pelas redes sociais e por todo o universo virtual, tenho-me apercebido de que as pessoas estão mais solidárias umas com as outras. Talvez o lema "a união faz a força" comece a ser entendido. Que as pessoas precisam umas das outras, isso já toda a gente sabe, mas a passagem da teoria à prática nem sempre é fácil e pacífica. Talvez porque as pessoas estejam a precisar mais de ajuda do que nunca e comecem a deixar de ter vergonha de pedir. E muitas respondem à chamada. Tenho visto pedidos de tudo e de mais alguma coisa, a que muita gente responde de imediato sem receber nada em troca. Mesmo quando não conseguem ajudar directamente, passam a mensagem para que chegue a alguém que consiga. Por exemplo, nesta época de crise fiquei surpreendida com a participação dos portugueses nas campanhas de solidariedade, como por exemplo, a do Banco Alimentar. Pessoas que com duzentos euros de reforma, em que metade vai para a farmácia, contrubuíram nem que fosse com quarenta cêntimos gastos num pacote de massa. Nós precisamos uns dos outros. Por vezes afundamo-nos no egoísmo do conforto e não mexemos uma palha para ajudar o próximo mas acho que numa altura em que o conceito capitalista mostra a sua fragilidade chegou o momento de as pessoas darem valor ao que realmente importa, à Humanidade, e continuarem nesta onda solidária a ajudar o próximo. É verdade que com a crise veio uma onda de revolta, violência e raiva. As pessoas estão sem trabalho, estão a ficar sem tecto e não têm dinheiro para comer. Mas esta mesma crise também trouxe ao de cima o que de melhor o ser humano tem: a capacidade de amar e de ajudar os outros.

16 Maio, 2012

A vida é bela.

Depois de um dia desgastante  nada melhor do que chegar a casa e jantar na varanda, à luz de uma vela e ao som de música relaxante. Salada de rúcula com queijo feta e salmão fumado regados por um copo de Muralhas gelado. Para sobremesa (ai, a dieta) , o J. surpreendeu-me com uma taça de profiteroles...
Depois de um dia intenso, é bom chegar a casa e perceber que há vida para além do trabalho. E como é bom vivê-la desta maneira!

15 Maio, 2012

Depois de quase um ano de silêncio, decidi voltar ao blog e em força. Apetece-me escrever, escrever, escrever!
Como é que posso resumir o que se passou neste ano de ausência? Bom, houve algumas mudanças, naturalmente. Sinto-me mais crescida, ganhei mais maturidade e mais tranquilidade desde que partilho a minha vida com o J. A adaptação nem sempre foi fácil, eu tinha uns vícios, ele tinha outros. E claro, tivemos de ceder. Hoje, já temos a nossa "rotina". Adoro a vida de casada e sinto-me uma privilegiada por amar e ser amada.
Entretanto também mudámos de casa. Adoro a nova casa, tem muita luz, uma bela energia. É bonita, espaçosa e está inserida num sítio muito calmo, onde o silêncio só é interrompido pelo sino da igreja. Ainda hoje estivemos sentados na varanda a beber um café e a sentir a brisa quente enquanto trocávamos palavras. Há momentos tão simples que têm uma enorme potencialidade para se tornarem especiais.
No trabalho? Está tudo bem. Continuo a fazer o que gosto: a escrever, a criar histórias, a dar vida e voz a personagens. Adoro a minha equipa e sinto-me em família. É óptimo trabalhar assim.
Mas não tenho apenas boas notícias. Acabei de falar com a minha amiga querida amiga TX e apercebi-me que, de facto, temos mesmo de aproveitar cada sopro de vida. Ela é um exemplo e sabe fazê-lo da melhor maneira. Mesmo doente, tem uma força extraordinária, capaz de carregar o mundo inteiro às costas sem se queixar. Se há pessoa que não merece o que está a passar é a TX. Já sofreu demasiado e o filho da puta do cancro não lhe dá tréguas. Mas nós estamos aqui, bem firmes, para continuarmos essa batalha. Porque o bicho meteu-se com a pessoa errada. Se ele é teimoso, a TX é ainda mais! Peço que orem pela minha amiga porque eu acredito que o amor não cura mas ajuda e muito nestes momentos tão difíceis. Apesar da distância física, eu estou com ela. De e no coração.

Beijinhos para todos os que foram espreitando se havia novidades no blog. Peço desculpa pela ausência mas só agora é que me apeteceu retomar esta experiência.

29 Junho, 2011

Já não escrevo há muito tempo. Falta de disponibilidade. Sobretudo mental. Mas hoje abri o blog e pensei: não te tenho dado a atenção merecida. E toca de começar a escrever.


A minha vida mudou. Continua em permanente mudança e adaptação. É suposto ser assim. Afinal só partilhamos o mesmo espaço há três meses. Gosto desta partilha. Gosto de preparar o jantar e de tratar das roupas (à excepção de engomar - felizmente temos uma rapariga que nos tratar disso). Gosto de ficar abraçada no sofá depois de jantar ou ir passear de mãos dadas até ao santini. Ele é mais o rei do aspirador e do pó!

Gosto de o ter perto de mim, de saber que está aqui ou vem a caminho. É tão bom ouvir a chave a rodar na fechadura. Gosto de adormecer aninhada e de acordar abraçada.


Uma casa dá trabalho e as relações também. Há que ceder, há que negociar, há que respeitar. Uma relação está em constante construção e cabe a nós mantê-la firme. Os problemas aparecem, é natural, mas temos de aprender a lidar com eles para os conseguirmos ultrapassar.

As adaptações precisam de tempo mas precisam sobretudo de amor.