19 setembro, 2010

Tive um dia em cheio, já há algum tempo que não me sentia assim. Dei uma volta, apanhei ar, li, cozinhei, falei ao telefone para matar saudades de quem está quase sempre longe mas bem perto, brinquei com a criançada toda na relva, fiz planos e jantei com a minha família. Hoje dei conta de que está a aumentar "assustadoramente"! Agora estou aqui deitada na cama a escrever e ao meu lado está a minha afilhada, que quis ficar comigo. Olho para o lado e reparo que o sono de uma criança talvez seja a maior sensação de paz. Ela está tranquila, de braços abertos como se quisesse agarrar o mundo. Reparo como está crescida. Aos quatro anos está alta, muito gira, independente, com uma personalidade muito vincada, ou não fosse ela escorpião!

E agora é melhor ir dormir porque amanhã a alvorada é cedo! Parece que já estou a ouvi-la: "Inha, tenho fome, quero chocapic! Inha, posso ver o Panda? Inha, quando é que vamos ao parque?"


18 setembro, 2010


Acabei de chegar de um jantar inesquecível. Três amigas, um belo restaurante, um risotto de cogumelos frescos, três horas de conversa e muitos risos. Depois de pormos as novidades em dia, de relativizarmos os dramas da vida e até de nos rirmos deles, de avivarmos memórias recentes e de trocarmos experiências, a sobremesa e o chá foram acompanhados por uma banda sonora que me ficou retida nos ouvidos. Uma conversa de dois casais de swingers, que se sentaram mesmo atrás de nós. Pois que era o primeiro encontro deles. Mas, pela conversa, já eram batidos na experiência das trocas. O meu primeiro pensamento foi: que matrafões... troca por troca, ao menos que seja com alguém que valha a pena. Aquelas alminhas tiravam o desejo a qualquer pessoa, excepto a elas próprias.
A conversa ia aquecendo com as experiências anteriores que os tinham ofendido. Uma delas dizia: "Passado dois minutos ele já me estava a beijar". A outra questionava o companheiro: "Lembras-te daquele que começou a pôr logo as pernas em cima de mim?" E ele, muito indignado, confirmava. Todos concordaram que só estavam "naquilo" enquanto se sentissem bem. E pelos os olhares que iam trocando, estavam doidinhos para sair dali. Resumindo, fiquei um bocado decepcionada com este mundo. Imaginava um universo de glamour, secretismo e desejo. Não é que alguma vez me tenha interessado por esta experiência (eu cá sou um bocadinho selectiva e acho que duas pessoas são suficientes para uma relação funcionar) mas confesso que fiquei realmente desiludida!

15 setembro, 2010

É impressionante. Parece que os homens têm um sensor que os informa de que estamos sozinhas. Não perdem tempo...
Abriu a época de caça!

13 setembro, 2010




Quando um ciclo se fecha há outro que se abre. É tempo de começar de novo.
Hoje é o dia!

04 setembro, 2010

Nada melhor que uma bela desilusão para perder peso. Hoje fui à balança e já foram mais quatro quilos. Em menos de um ano, perdi 14. É a alegria do dia!

31 agosto, 2010

Fim.

Dói. Dói muito mas vai passar. A razão tem de se sobrepor ao coração para que a paz me invada novamente. Há momentos em que o egoísmo emerge das minhas profundezas mais obscuras e desumanas. Quero harmonia, equilíbrio (com desequilíbrio moderado, senão a vida é uma chatice) e serenidade. Quero o que sempre tive e que me foi resgatado sem sequer ter tempo para reagir ou pensar.
O livro fecha-se e guardo-o dentro de uma caixa. Daquelas impermeáveis à humidade e ao esquecimento. Porque as memórias têm aromas, imagens, texturas, paladares e sons que nos aconchegam a alma e nos fazem sorrir. Sim, porque são essas que quero conservar. As outras podem ir com as lágrimas, que não fazem falta. As boas quero mantê-las vivas até que o coração se lembre de as apagar.
A frustração é infinita e a desilusão também. Sempre pensei que o amor chegasse. Talvez não fosse amor… e a paixão é levada pelas estações. Arde no Verão e aninha-se no Inverno. São poucas as que se deixam ficar para sempre. Sossegadas.
As mãos soltam-se uma da outra, os olhos deixam-se de olhar, os caminhos tornam-se paralelos. As almas separam-se e o vazio apodera-se de todos os espaços que sobram. O percurso parece agora mais longo. A solidão aumenta as distâncias e atrasa o tempo. Pode ser mais duro, pode parecer assustador, mas eu hei-de chegar lá. Sozinha, para não me perder.

30 agosto, 2010

24 agosto, 2010

Papas da Lingua- Eu sei

Este blog anda muito sugadito. É que a dona tinha tanta coisa para partilhar mas foi acumulando. Resultado: vários meses de interregno e logo na silly season! NÃO!
Resumindo: meses de altos e baixos, de stress, de apaziguamento, de tudo um pouco, como a roda alimentar mas em quantidades excessivas.
Quando a tampa da panela de pressão estava prestes a explorir lembrei-me de mim e da serenidade que sempre me caracterizou. Queria reconquistá-la a todo o custo. Parti rumo ao sul, ao aconchego da família, da areia e do mar. Absorvi a energia do sol e da água. Respirei a brisa quente, caminhei por desertos, ouvi o silêncio e voltei revigorada.
Aos poucos sou eu outra vez e que saudades tinha de me sentir.
Nos últimos tempos a ansiedade pregou-me uns sustos. Ai, a maladra! Resolvi, a pedido da mamã, ir ao cardiologista. Lá fui e adorei a médica. Ainda estou a fazer exames mas em princípio o coração aos pulos não passou de ansiedade. É de estar tão cheio de vocês. :) Confesso que estou mais descansada mas apetecia-me ir de férias outra vez. Só assim, para ficar mais uns dias em modo "dolce fare niente".
Sôdades d'ocês!

21 agosto, 2010

04 junho, 2010

PARABÉNS!

Há um ano que sou uma pessoa mais feliz. Há um ano que me tornei numa pessoa melhor. Há mais de um ano que acompanho o crescimento de uma das pessoas mais importantes da minha vida: a Matilde. O tempo passa depressa e ver a minha sobrinha crescer a cada dia que passa é um privilégio. A primeira vez que olhei para ela, quando lhe peguei ao colo, quando a vi sorrir, quando lhe dei o primeiro biberão, lhe mudei a fralda… quando desesperei por ouvi-la chorar, quando percebi a tranquilidade dos seus sonos e a sinceridade do sorriso. Depois a primeira papa, a sopa, as massagens com creme Mustela, o banho em que me escorregava dos braços como uma enguia, os movimentos ritmados que lhe invadem o corpo cada vez que ouve música, a primeira turra, o primeiro abraço, as primeiras palavras… e agora os primeiros passos. Tenho assistido a tudo, de perto. A Matilde é uma inspiração, um motivo constante para encarar a vida com optimismo…
É uma bebé calma mas já tem uma personalidade muito vincada. É inteligente, despachada, e o narizinho arrebitado já sabe o que quer, quando quer. Simpática e comunicativa, a princesa desfaz-se em sorrisos. O brilho das azeitonas que ela tem nos olhos é a certeza de um futuro risonho.
Sou uma tia profundamente babada. Venham mais sobrinhos, que no meu coração cabe sempre mais um.


A vida é como um salto no trapézio. Umas vezes estamos preparados para cair. Outras não. O importante é sabermos levantar-nos depois de cada queda. Mas vale sempre a pena arriscar e voar no trapézio.
Sinto-me amada e sinto que amo. Sei que sou importante para algumas pessoas. È o equilíbrio perfeito entre o ser cativada e o conseguir cativar. Relações que perduram no tempo e que sobrevivem a qualquer obstáculo, porque são demasiado verdadeiras. Tenho alguns amigos. A família também faz parte desse leque de pessoas com quem posso contar. SEMPRE e para TUDO. Basta um olhar, um telefonema, uma conversa, que eles largam tudo para vir ter comigo, esteja onde estiver.
Estou a passar por uma fase mais dura e tenho sentido um apoio incondicional dos que me são mais próximos. Uma preocupação constante com o meu estado de espírito. Uma força brutal que me eleva e me faz acreditar que a mudança está prestes a chegar. Todos os dias insistem em lembrar-me da pessoa que sou, do que me torna especial, da minha capacidade para amar os outros. Lembram-me que mereço o melhor e só o melhor. Lembram-me que o meu sorriso é contagiante e que também precisam dele.
Obrigada, meus queridos. Obrigada por estarem aí em baixo, a segurar a rede.

03 junho, 2010

Hoje tenho de pensar em coisas boas, que me fazem sorrir, daqueles sorrisos abertos, que cavam as rugas dos olhos e que aconchegam a alma:

- Um sorriso da Matilde;
- Um beijo da minha mãe;
- A voz do meu pai quando me trata por “miúda”;
- Um abraço apertado da minha irmã;
- Um telefonema longo de quem esperamos;
- Um postal inesperado;
- Um ramo de margaridas;

- Uma visita surpresa;
- Uma chávena de chá de menta;
- O cheiro a protector solar;
- A brisa do mar que levanta o cabelo;
- O silêncio da praia no Inverno;
- Aquela música, naquele momento;
- O barulho das ondas que rompe o silêncio da noite;
- Criar na cozinha;
- Ver fotografias antigas (as dos casamentos são as melhores);
- Recordar aqueles momentos inesquecíveis.

31 maio, 2010

23 maio, 2010

"Roubei" este texto ao Guaxinim. E que belo texto sobre o PODER DO AMOR.


Sempre acreditei que a força maior é o amor. Que é por amor que se fazem as mais grandiosas acções, mas também os maiores disparates. Só que no fim de tudo, quando se procuram os porquês, a resposta está lá, é natural para todos, óbvia para todos, foi por amor. E por amor vale tudo, e aceita-se tudo.

Já falei por diversas vezes das fases evolutivas de um amor por outra pessoa, sim, porque o amor não é um estádio constante, não é um "agora ama-se e pronto, já está, tenho amor eterno". O amor alapa-se a nós mas também pode ser desgrudado, porque há acções que estragam tudo, que corroem os alicerces do amor e atiram com a ponte abaixo. Quando acaba a confiança, a admiração, o respeito, então, dificilmente se conseguirá amar e ser amado por uma pessoa.

Se nos últimos tempos tenho sido assaltado por inseguranças e tristezas nada disso é, seguramente, por ter dúvidas do que sinto, do que o meu coração me diz - e di-lo todos os dias. E ele diz-me que eu amo, que eu amo como sempre amei.
E é porque amo que sei que irei em frente, porque o amor faz-me acreditar, porque o amor dá-me força e porque acredito que não amamos assim tantas vezes ao longo da vida.
No fim de tudo, quando olhar para trás, e se for feliz, erguerei uma estátua ao amor, porque me deu o alento de que precisava, porque me levou até ao caminho certo. Se tudo tiver corrido mal, se atingir a miserabilidade e decidir trilhar outros caminhos, então, olharei para trás e direi: fiz asneira, mas fi-la por amor. E todos entenderão.
LADO ESQUERDO

O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
É o lado onde mora o coração

O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro e com que eu sinto

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

O meu lado esquerdo não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tantas vezes diz não

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo


(Poema de Carlos Tê, música dos Clã)

19 maio, 2010

A minha TIA
Faz sessenta anos amanhã. É a minha única tia mas mesmo que não fosse seria a minha preferida. Tenho a certeza. Perco a conta das vezes que falo da minha tia Nini mas nunca escrevi sobre a mulher maravilhosa que é. Chegou o momento.
A minha tia tem um coração gigantesco, onde cabe o mundo inteiro.Um openspace, porque o amor que distribui é igual para todos. Não é de abraços, nem de beijos, mas é uma mulher de afectos, que cativa e que se deixa cativar. Está sempre lá, de braços abertos para acudir os que precisam, genuinamente. Sem esperar nada em troca. Está lá mesmo sem estar.
Tem a casa sempre cheia. Ora de filhos, nora, genro, ora de netos. Cuidar da família é uma das suas grandes missões. Aquele quinto andar onde ainda se avista o Tejo é um entra e sai que a faz sentir preenchida. Tachos ao lume, mesa para pôr, cartas para jogar, bola para comentar. Sportinguista ferranha e profissional na análise dos jogos de futebol. Gosta de uma boa conversa mas tem alergia ao telefone.
Uma mulher bonita, que gosta de se arranjar e que tem pregado várias rasteiras ao tempo que não passa por aquela pele de menina.
Todas as palavras são poucas comparando com aquilo que a minha tia é. Resta-me dizer que a Nininha é uma GRANDE MULHER.

12 maio, 2010



Hoje na Caderneta de Cromos da Rádio Comercial falou-se de um dos mais badalados filmes dos anos 80, Dirty Dancing, e nas consequências que a película teve naquela geração de jovens. Lembro-me bem do filme, vi-o várias vezes, a par do Flashdance. Dancei ao som das bandas sonoras.
No programa, o Pedro Ribeiro chamou a atenção para o facto da protagonista, Jennifer Grey ter mudado de cara. Fui verificar e é verdade! Facto comprovado. A Baby já não é a mesma, graças ao botox. As cirurgias plásticas tranformam indiscutivelmente as pessoas. E de que maneira! Se para melhor ou para pior, fica ao critério de cada um.

08 maio, 2010




When you try your best but you don't succeed

When you get what you want but not what you need

When you feel so tired but you can't sleep

Stuck in reverse



And the tears come streaming down your face

When you lose something you can't replace

When you love someone but it goes to waste

Could it be worse?


LIGHTS WILL GUIDE YOU HOME

AND IGNITE YOUR BONES

AND I WILL TRY TO FIX YOU

01 maio, 2010



TRÊS MESES. De encantamento. De partilha. De paixão e de amor. De complexidade. De entrega. De expectativas. De espera. De resistência. De harmonia. De sossego e desassossego. De esperança. De abraços, de beijos, de corpos entrelaçados. De olhares. De saudades. De risos, sorrisos e de lágrimas.
De amor.
Três meses a cativar e a ser cativada. Três meses de sonhos, de projectos, de futuro. Não sei o que está reservado para mim. Não faço ideia do que a minha vida vai ser daqui para a frente. Deixei de a controlar. Só tenho a certeza do que quero, do que desejo. Cada vez que penso nisso, fecho os olhos com muita força porque quero que se realize.
O Anónimo é ELE, minhas amigas e meus amigos. É ELE...
Se existem almas gémeas... eu encontrei a minha!