SORRI
Sorri,
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus di ... as tristonhos,
vazi .... os
Sorri
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus om .....bros cansados, dori ..... dos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorri...es
Todo mundo irá supor
(Djavan)
21 fevereiro, 2006

JÁ SAIU!!!
Finalmente o nosso livro foi lançado! Hoje, dia 21 de Fevereiro de 2006 a Presença apresentou o "Sonho do Trapézio", de que muito me orgulho ter escrito com a Mafalda.
Quem me conhece sabe que adoro escrever. Adoro. Adoro. Adoro. E a verdade é que sempre pensei na possibilidade de escrever um livro... UM dia... Mais tarde. Mas acabou por aparecer esta oportunidade, muito mais cedo do que esperava. E se este sonho, este projecto, se tornou realidade tenho de agradecer à Mafalda... Por me ter escolhido para escrever o livro a duas mãos. Muito obrigada por tudo. Sei que demos o nosso melhor e que escrevemos este livro com todo o carinho. Só espero que este tenha sido o primeiro de muitos projectos.
Aqui fica um cheirinho do livro, que já consta da página das novidades da Presença: "Violeta é uma jovem trapezista que acaba de chegar a Cascais com o Circo Fantasia mas o seu grande sonho é tirar o curso de Psicologia. Até então tivera apenas aulas privadas mas este ano conseguira convencer o avô Ulisses a deixá-la frequentar o Colégio da Barra. Dona de uma beleza rara e de um sorriso contagiante, a nova aluna não passará despercebida aos olhos de Afonso… O que ele não sabe é que Raul será um rival à altura. Agora que tem finalmente motivos para sorrir, um problema muito grave ocupará em breve todos os pensamentos da trapezista: alguém anda a chantagear o seu avô, aproveitando-se da difícil situação financeira que o circo atravessa e só um plano bem delineado poderá salvar o Fantasia..."
Provavelmente esta semana já estará nas bancas! Para além do nosso livro vão ser lançados outros dois (da mesma colecção) "Ao Som do Hip Hop", de Lígia Dias, Elisabete Moreira e Sandra Santos e o "Epicentro nos Açores", de Sara Rodrigues e Vasco Domingos, que se lançam em novas aventuras dos Morangos com Açúcar.
19 fevereiro, 2006
18 fevereiro, 2006

GOSTO...
O dia está tão triste e cinzento que tenho de me lembrar de algumas coisas de que gosto... Só para alegrar o meu dia.
Gosto do sol. Gosto da praia, do mar. Gosto de me rir. Gosto de receber margaridas. Gosto de ir andar no paredão de manhã ou num final de tarde. Gosto de sentir o sal na pele quando estou na praia. Gosto de saborear um triângulo de toblerone. Gosto de jogar ténis. Gosto de receber um postal de um sítio longínquo. Gosto de dançar, dançar, dançar... Gosto de um chá de menta no Inverno e de me enrolar numa manta, mesmo em frente à lareira. Gosto de sentir o cheiro do Verão e dos cremes de praia. Gosto de matar saudades. Gosto de ver fotografias antigas e de olhar para trás. Gosto de telefonemas inesperados. Gosto de surpresas. Gosto de coincidências. Gosto de abraços apertados. Gosto. Gosto. Gosto...
21 Gramas...
Hoje fiquei a saber que quando morremos perdemos cerca de 21 gramas... Mas o que é que representam 21 gramas na nossa vida? Um minuto? Um segundo de tudo aquilo que vivemos? Que momento da nossa vida terá pesado 21 gramas? E para onde é que eles vão? O que é que valerá esse peso? Quantos minutos de vida representarão esses ínfimos gramas? De que é que o nosso corpo e a nossa alma se estarão a libertar?
21 gramas será o peso de uma vida?
13 fevereiro, 2006
BROKEBACK MOUNTAIN...
Mais do que uma história sobre homossexualidade Brokeback Mountain é uma história de amor. Um amor palpável, forte, viciante... Uma paixão arrebatadora que vai unir dois homens durante mais de vinte anos. Mas o mais torna mais forte o filme de Ang Lee é o contexto social em que a história se insere... Uma sociedade preconceituosa baseada no macho dominante dos ambientes de cowboys, gado e "rodeos".
Jack e Ennis conhecem-se em Brokeback Mountain e é lá que vão descobrir os sentimentos que os prendem um ao outro mas que acabam por sufocar a vida de cada um. É nas fantásticas paisagens da montanha, onde o céu é mais azul, onde a água é mais transparente, e as pastagens mais verdejantes que o segredo vai ficar guardado por muitos anos... Até conhecerem o lado mais trágico do amor... Porque a vida fora da redoma da Brokeback Mountain é bem diferente.
Um filme sem preconceitos numa sociedade preconceituosa.
A interpretação dos actores é simplesmente notável... Ambos mereciam o óscar!
10 fevereiro, 2006
09 fevereiro, 2006

Hoje apetece-me falar da Sarita. Da minha querida jaguncinha. Afinal amanhã faz 24 aninhos : )
Para mim falar da Sara é fácil... É sempre fácil falar de quem gostamos... Pelo menos para mim é. E eu gosto muito da Sara. Gosto porque gosto. Porque é das melhores pessoas que conheço. Porque a conheço. Porque me faz rir e sorrir. Porque me contagia com a sua energia positiva. Porque sabe ouvir. Porque me ensina. Porque sabe o valor do tempo. Porque me diz para não ter calma e aproveitar o momento. Porque me conhece. Porque sinto falta dela quando estamos um dia sem falar, nem que seja só para dizer olá. Porque é uma lutadora e uma vencedora. Porque é simplesmente simples. Porque é generosa. Porque gosta tanto da praia como eu gosto. Porque gosta de cores alegres e de ouvir hip hop. Porque faz uma tarte de maçã de cair para o lado. Porque é genuína. Porque preciso dela. Porque ela é assim. Porque gosto dela. Muito.
Para mim falar da Sara é fácil... É sempre fácil falar de quem gostamos... Pelo menos para mim é. E eu gosto muito da Sara. Gosto porque gosto. Porque é das melhores pessoas que conheço. Porque a conheço. Porque me faz rir e sorrir. Porque me contagia com a sua energia positiva. Porque sabe ouvir. Porque me ensina. Porque sabe o valor do tempo. Porque me diz para não ter calma e aproveitar o momento. Porque me conhece. Porque sinto falta dela quando estamos um dia sem falar, nem que seja só para dizer olá. Porque é uma lutadora e uma vencedora. Porque é simplesmente simples. Porque é generosa. Porque gosta tanto da praia como eu gosto. Porque gosta de cores alegres e de ouvir hip hop. Porque faz uma tarte de maçã de cair para o lado. Porque é genuína. Porque preciso dela. Porque ela é assim. Porque gosto dela. Muito.
Espero que tenhas um dia muito feliz... E uma vida inteira a aproveitar intensamente cada momento.
07 fevereiro, 2006

Desde que saiu o filme Before Sunset que andava à procura do guião do filme... Mas nada... Até que a Sandra disse que o tinha, em livro! E emprestou-mo! Por isso, ando deliciada a lê-lo! E aqui fica um cheirinho de uma das minhas cenas favoritas: a última!
Just in time you've found me just in time
Before you came my time was running low
I was lost the losing dice were tossed
My bridges all were crossed nowhere to go
Now you're here and now I know just whre I'm going
No more doubt or fear I've found my way
For love came just in time you've found my way
And changed my lonely nights that lucky day.
Yo, baby, you gonna miss that plane...
(Celine's Song)
Obrigada, Sandra! : )
06 fevereiro, 2006
29 janeiro, 2006
24 janeiro, 2006
SAUDADES
Sinto que ultimamente não tenho tido muito tempo. As semanas passam a correr e o fim-de-semana é demasiado curto para fazer tudo aquilo que desejo e que tenho planeado. Sinto que já não estou há algum tempo com algumas pessoas que fazem parte da minha vida, dos meus amigos, de mim. E fico triste comigo mesma porque não tenho conseguido organizar-me. Sim, porque trata-se de um problema de organização. Mais do que sociológico. Por isso, vou fazer um grande esforço para arrumar as saudades e apertar-vos num forte abraço.
Pat e Ana, lembro-me todos os dias de vocês, acreditem, apesar de não estarmos há algum tempo juntas. Desculpem-me pela ausência de notícias! Falei hoje com a Sofia... E as saudades aumentaram. Encontro precisa-se. Com urgência!
Joana P., o nosso lanchinho vai mesmo sair. Mas é para esquecer a dieta! Bolinho garantido!
Carol, o jantar do Girl Power vai sair. Provavelmente para o próximo fim-de-semana. Vou tratar de tudo!
Richard... Que saudades! A sério... Preciso mesmo de estar contigo! É uma questão de terapia. Aliás, de sobrevivência! ; )
Tita Xana... Ça va! Obrigada pela sms... Ia já ter contigo, se pudesse!Tu me manques beaucoup!
Luzeta, este fim-de-semana sem ti não foi a mesma coisa! Quero saber as novidades...
Jonhy, Dr. cinéfilo... O que é feito? Tenho saudades das nossas reuniões que tanto nos fazem rir ao lembrarmo-nos do que aconteceu no liceu... E a da Ana, claro! A propósito, tenho de lhe mandar um mail!
Sérgio, rapaz, tenho-me lembrado de ti. Estou com vontade de ir ver o Match Point... E preciso que me dês umas dicas sobre viagens! Ando a planear as próximas férias!
Jaguncinha, minha querida, temos de marcar um almoço numa esplanada a absorver os raios de sol... Ou então fazemos uma caminhada pelo Guincho, para desanuviar! E lembrar os velhos tempos de dolce fare niente!
Joaninha voa voa... Não falo contigo desde domingo. Espero que estejas bem! Muito bem!
Carlinha e Van... Meninas trabalhadoras, meninas da TV! Deves andar doida com os castings, Carla... E tu, querida Vanessa, com as tuas reportagens! Vamos lá combinar uma jantarada. A do Girl Power era boa ideia. Vinham até à linha!O que vale é que vos tenho na parede do meu quarto! Nós nas águas tépidas de Porto de Galinhas! : )
Espero não me ter esquecido de ninguém...
Fica prometido. Já é tempo de me organizar!
Beijinhos para todos. Muitos.
21 janeiro, 2006
19 janeiro, 2006

Li uma vez num artigo que só nos apaixonamos verdadeiramente duas vezes na vida. Que só dispomos de duas oportunidades para amar incondicionalmente, como se tratasse de um jogo de computador no qual se morrermos temos direito a uma nova oportunidade, um bónus de uma vida. Se nos enganarmos uma vez, se cometermos algum erro, temos direito a mais uma tentativa. Mas será mesmo assim? Será que só podemos errar uma vez? Quantos créditos ainda temos? Será que devemos fazer o cálculo antes de nos aproximarmos de alguém... Antes de termos a certeza de que os queremos gastar com aquela pessoa. Não sei se é bom ou se é mau mas acho que ainda tenho os dois créditos! Estive prestes a gastar um deles... Gostava de o ter gasto.
17 janeiro, 2006
ELOGIO AO AMOR - by Miguel Esteves Cardoso
Hoje recebi este texto do meu querido cunhadinho especial. E quero partilhá-lo convosco. Obrigada, Sérgio! Há muito tempo que não lia nada tão apaixonante.
"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam"praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso"dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
16 janeiro, 2006
Está frio. Aliás, muito frio. Sinto-o a percorrer-me o corpo, devagarinho, e a apoderar-se dos meus pés. Só me apetece enrolar numa manta junto à lareira e fechar os olhos, ao som da SIC Notícias. Mas antes disso vou encher a banheira e mergulhar num banho de imersão. Não tenho este hábito mas de vez em quando sabe muito bem ficar de molho, em banho maria, a relaxar o corpo e a alma. Sem pensar em nada. Apenas sentir o calor a subir pela pele e o cheiro a maçã verde do gel de banho. E hoje preciso mesmo disso. Comecei a semana a meio gás porque o fim-de-semana foi cansativo mas muito divertido. É uma pena só ter dois dias! Nunca dá para fazer tudo aquilo que gostaríamos nem que planeámos.
Vou para a banheira antes que os meus pés congelem.
15 janeiro, 2006

A vida pode ser uma tragédia ou uma comédia... Depende do ponto de vista!
Domingo à tarde chama mesmo por um filme e hoje rendi-me a Melinda & Melinda, do génio Woody Allen. Gostei muito. É um filme para reflectirmos e tem muito a ver com aquilo que faço. Quando vários guionistas se encontram... O debate é garantido. É engraçado perceber que que somos nós que criamos o percurso dos personagens. Somos nós que lhes damos vida. Somos nós que decidimos por eles. E por isso somos um bocadinho deles. Mas na vida real as coisas são bem diferentes. Ou será que não? Talvez não. Mas por vezes falta-nos a coragem de tomar decisões que projectadas num personagem são muito mais fáceis de tomar. Este filme mostra-nos dois percursos da vida de Melinda. Um pela perspectiva trágica e outro pela cómica. Eu prefiro a segunda! E acho que essa está sempre mais perto de nós! (A maioria das pessoas é que complica!)
Um filme a não perder! Nem que seja para ver a vida de uma outra perspectiva.
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