18 novembro, 2008

Querido PAI NATAL:
Este ano portei-me tão bem...




As Time Goes By

17 novembro, 2008


Seminário STORY, com Robert Mckee...

Podia começar por dizer que foi intenso e cansativo. Afinal três dias enfiada no auditório da ESCS desde as 9h00 às 20h30 é... DIFÍCIL e DESCONFORTÁVEL (houve momentos em que pensei estar dentro de um avião na classe económica, sentada numa daquelas cadeirinhas que parecem de cimento e onde pura e simplesmente os movimentos dos membros inferiores é proibido). Logo eu, que descobri há pouco tempo que a minha perna esquerda tem insuficiência venosa... enfim!Tudo pelo Mr. Mckee! A verdade é que o senhor percebe mesmo como criar uma história para cinema, televisão ou literatura. Escusava era de ser tão arrogante e de se assumir como o SENHOR-TODO-O-PODEROSO do guionismo. Mas o guru de Hollywood também tem qualidades extra teóricas: é um óptimo show man e tem sentido de humor. Sabe exactamente como cativar o público. Esse é, sem dúvida, o seu grande desafio: conseguir que as pessoas se mantenham tantas horas a ouvi-lo.
Fui para lá de espírito aberto, queria absorver ao máximo o que aquele senhor tem para ensinar. Tem muito. Pelo menos a mim, que só estou na área há quase cinco anos. Recordei algumas regras que no dia-a-dia tento aplicar ao meu trabalho e aprendi outras tantas.
Acho que o curso é um complemento da leitura da obra-prima do senhor, sinceramente. É pena ser caro. Se fosse mais acessível tenho a certeza de que havia mais gente na sala. Ainda assim, vi pessoas que nunca imaginei que tivessem interesse em fazer aquele curso. Só revela que têm humildade para aprender, apesar da carreira que já construíram.
Fiquei a pensar que as boas histórias podem levar-nos bem longe. Basta ter uma ideia genial e saber contá-la. Saber escrevê-la muitíssimo bem. Humanidade e qualidade é o que o público exige! A nossa história é para o mundo, diz o senhor Mckee. "O sonho comanda a vida", não é?! Nunca se sabe...
Apesar do cansaço valeu a pena! Valeu muito a pena! Se Mckee vier novamente a Portugal com outro curso e se eu tiver possibilidade de o pagar... lá estarei!

03 novembro, 2008

Finalmente posso publicar uma grande notícia: VOU SER TIA! Daquelas bem babadas!
Estou TÃO feliz! A ervilhinha ainda nem o tamanho de uma formiga tem mas já sinto um amor por ela inexplicável. A minha irmã e o Francisco estão muito felizes, ansiosos por verem a barriga crescer. Tal como eu!
Tive o feeling de que a minha irmã estava grávida e de facto acertei! Dois dias depois das minhas suspeitas o teste deu positivo e as análises confirmaram! E acho que é uma menina... Daqui a uns meses logo se verá. Agora o mais importante é que corra tudo muito bem. E vai correr! :)))

"Não sentimos saudades das pessoas que amamos. Do que sentimos saudades é da parte de nós que levam com elas".
(Lucía Etxebarría, in "Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas)

Soa um pouco a egoísmo mas acho que é verdade. Temos saudades daquilo que as pessoas nos fazem sentir quando estamos com elas.

15 outubro, 2008


QUE SAUDADES...
Falta garra na selecção nacional. Os jogos estão uma seca. Os resultados piores do que nunca. Não temos equipa, apenas jogadores (óptimos, por sinal). Falta estratégia e falta um treinador que grite, que puxe por eles, que se emocione, que puxe pelo público.
É por estas e por outras que continuo a adorar o Scolari. Digam o que disserem.



09 outubro, 2008

Antonio Zambujo

Roberta Sá - Ensaio - A Vizinha do Lado

Lembra de mim | Ivan Lins

Uma noite inesquecível
Motivos profissionais levaram-me à Gala Luso-Brasileira no Casino Estoril. Fiquei nos bastidores para entrevistar algumas pessoas cujo contributo pudesse dar ainda mais força ao projecto.
Tive a sorte de me cruzar com um dos gigantes da música brasileira. Provavelmente o meu músico preferido - Ivan Lins. Senti-me uma adolescente quando o vi. Surpreendeu-me a sua timidez. Tinha ideia que era humilde e pude confirmar. Afinal a humildade faz parte das grandes pessoas. Foi com ternura que me respondeu às perguntas que lhe coloquei. Reforçou que é apaixonado por Portugal, adora Lisboa: as ruas, as casas, as janelas. A sensibilidade com que me respondeu é a mesma que Ivan oferece à sua arte. É emotivo. Apaixonado. Transparente. Exactamente como as músicas que compõe e canta. No final, não resisti a tirar uma fotografia com ele e a ficar com um autógrafo, que está guardado religiosamente.
Consegui falar um pouco com um senhor do fado: Carlos do Carmo, que cantou no mesmo palco com Ivan Lins. É extremamente bem disposto, com um sentido de humor apurado. Fiquei rendida.
Outros dois cantores que quero salientar é Roberta Sá e António Zambujo. Conhecia apenas uma música da cantora brasileira mas a verdade é que para mim era uma voz sem rosto, até à passada terça-feira. Uma jovem com um sorriso aberto, com uma voz cristalina (que me faz lembrar a da Mariza Monte). Fala da música com paixão, com garra. Talvez a mesma que a levou a conquistar um lugar ao sol num mercado onde a concorrência asfixia. Roberta Sá é uma lutadora, que acredita na sua força e no poder do espírito solidário, da união. É doce, doce, doce. Rendeu-se à voz de António Zambujo, um fadista cuja voz se veste de um ritmo que lembra Bossa Nova. Têm trabalhado juntos e o resultado é perfeito!
Depois da gala houve um jantar com algumas pessoas em Cascais. Foi num simpático e acolhedor restaurante japonês que estivemos a conviver até de madrugada. De repente, estavam onze pessoas reunidas que tinham uma coisa em comum: a boa energia. Entre músicos, agentes, produtores, apresentadores de televisão e amigos a boa disposição imperou - a par de sakés e vinho tinto. Música improvisada, risos, abraços, cumplicidades que se criaram num espaço de horas. De repente, apercebi-me de que estava no meio de artistas que passeiam dentro do porta-luvas do meu carro, em CDs. Estavam ali a sorrir, a cantar, a conversar. Não consegui deixar de pensar: realmente a simplicidade, a genuinidade, e a humildade levam as pessoas bem longe. Ah, e a boa energia também! Fundamental!
AVÓ
OUTRA VEZ. O cheiro a hospital. A álcool e a comida de cantina. A desinfectante e a doença. O sofrimento. A esperança. A ESPERANÇA QUE ATÉ NO HOSPITAL É A ÚLTIMA A MORRER.

28 setembro, 2008





Ontem não resisti a comprar ovomaltine. Estava num topo de um corredor do supermercado e olhou para mim como se fosse um íman. Desde que vi uma embalagem no armário da cozinha da minha amiga Ana que as lembranças da casa da minha avó não me saíram da cabeça. Havia sempre ovomaltine naquela casa. Quando queríamos leite com chocolate lá ia a minha avó preparar ovomaltine, ao qual os meus primos adicionavam açúcar. Isso nunca fui capaz de fazer. Hoje, ao pequeno-almoço, misturei o cérebre pó achocolatado com o leite de soja. Resultado: ficou divinal e consegui matar saudades!

PAUL NEWMAN: mais uma estrela no céu

Ontem, dia 27 de Setembro de 2008, uma das estrelas da sétima arte juntou-se a tantas outras para colorir o céu.
Paul Newman não era um simples actor mas sim um actor simples, cujo olhar encantou o mundo.
Para mim Paul Newman não era apenas um dos melhores actores de sempre era também o mais bonito do cinema, mesmo aos 83 anos. Trazia no olhar uma força arrebatadora. Os seus grandes olhos azuis tinham um sorriso e uma ternura constantes.
Ganhou um óscar como actor no filme "A cor do dinheiro" e arrecadou um globo de ouro como melhor realizador com o filme "Rachel, Rachel". Newman nunca escondeu a sua cor política e envolveu-se sempre nas causas em que acreditou. Era um homem frontal, digno, que sempre se interessou por ajudar os outros, fazendo generosas doações a instituições de solidariedade social.
Era um apaixonado por velocidade e por automobilismo e chegou mesmo a participar em diversas corridas, conseguindo ficar bem classificado nalgumas. Também se lançou como empresário criando uma fábrica de molhos e condimentos - que teve bastante êxito.
Um cancro no pulmão fê-lo sair de cena mais cedo do que o previsto. Mas Newman nunca desistiu e resolveu partir junto da família. Sabia que estava prestes a deixá-la por isso resolveu passar as últimas semanas em casa, perto da sua eterna companheira - Joanne Woodward - com quem esteve casado mais de cinquenta anos.
Ontem o cinema perdeu um dos melhores actores de sempre. Ficam o os olhos azuis ímpares, o sorriso e a serenidade de Paul. Inesquecíveis.

Mesmo a preto e branco os olhos são azuis




Aquele olhar




Com a mulher da sua vida, Joanne Woodward




O charme dos quarenta







O seu grande amor até ao fim











27 setembro, 2008