14 junho, 2012

Eu gosto muito do meu Sporting mas também adoro a selecção. Desde o Euro 2004 que a minha paixão pela equipa das quinas despertou. Foram feitas inúmeras críticas ao Scolari mas que foi o senhor que acendeu a chama da selecção lá isso foi! E tiro-lhe o chapéu por ter conseguido reunir os portugueses em torno da equipa de futebol. Eu vibrava a cada jogo, a cada golo. Lembro-me que fomos somando vitória a vitória até chegarmos à final e perdermos com a Grécia. Mas esse campeonato foi uma grande festa nacional.
Hoje li várias críticas ao Cristiano Ronaldo. Eu gosto dele, acho-o um jogador fora de série, tem talento e trabalha para isso. Mas a verdade é que ontem não esteve nos seus dias. Falhou e um jogador daquela qualidade não pode falhar em situações decisivas. Não pode. Agora também não é necessário crucificar o rapaz que tanto orgulho nos tem dado. Mas efectivamente ele não tem estado bem e esta pressão de ainda não ter marcado golos só o tem prejudicado. Agora, continuo a defender que ele é um excelente jogador e que tem todo o mérito nos títulos que tem ganho. Se é vaidoso e arrogante? Sim, suponho que sim. Não aprecio essas características... mas então? Não deixa de ser um grande jogador. E mais, digam o que disserem, o rapaz tem uma qualidade que eu aprecio imenso: não se esquece da família: ajuda a mãe, as irmãs, os cunhados (ou ex-cunhados), sobrinhos, etc. Se pode e tem gosto, ainda bem.
Agora espero sinceramente que ele marque muitos golos contra a Holanda e que Portugal passe a fase de grupos.

05 junho, 2012

A minha sobrinha

Ontem a minha sobrinha fez 3 anos. Está tão crescida, no espaço de um ano deixou de ser bebé para passar a ser uma menina. Ela bem diz: "já sou crescida". É um dos meus grandes amores. Tenho uma relação muito especial com ela. Acompanhei a gravidez da minha irmã, passámos muito tempo juntas. Falei imenso com a M. ainda estava ela na barriga. Depois, estive no quarto da maternidade até a obstetra dizer: "vamos para o bloco que já se vêem as trancinhas". E só me lembro de passados vinte minutos aparecer o meu cunhado com ela no colo, acabadinha de nascer. Estava com a pele muito rosada, tinha um gorro azul bebé e cor-de-rosa e estava com os olhos muito abertos, que nos alcançavam através do vidro do berçário. Parecia que já nos conhecia. Aquelas duas azeitonas luminosas sedentas de vida a olhar para nós. Era pequenina, parecia um coelhinho. E linda, linda, linda. Lembro-me da emoção de a pegar pela primeira vez. Lembro-me do conforto de tê-la nos braços. Do amor que nasceu muito antes de ela nascer e que é cada vez maior. Não sou mãe, espero um dia sê-lo. Mas acho que o sentimento que está mais perto desse amor maternal é aquilo que sinto pela minha M. Vê-la crescer é um prazer imenso. Vê-la a tornar-se cada vez mais independente, mais desenvolvida, a descobrir o mundo a cada dia que passa. É um privilégio ser tia e madrinha da M.
Na semana passada voltei à minha escola secundária mas desta vez na condição de oradora de uma aula de escrita criativa. Já saí de lá há treze anos. Revi professores que me marcaram imenso. Sobretudo a minha professora de português do 8º e do 12º ano. 
No ano passado já tinha ido e este ano repetiram o convite e eu, claro, aceitei. É sempre um prazer falar daquilo que se faz com prazer. Desta vez levei uma colega e amiga e os alunos adoraram, tal como no ano passado. Apesar de a maioria deles ser de ciências, os alunos mostraram-se sempre muito interessados e houve uma grande interacção entre nós e a plateia. 
Antes odiava falar em público, tremia por todos os lados cada vez que tinha de ir apresentar um trabalho na faculdade. Hoje em dia já não me faz muita confusão e se for para falar de uma das coisas que mais gosto de fazer na vida, melhor ainda! Adoro falar do meu trabalho e de explicar como é que as coisas se processam. Mas sinceramente acho que nem toda a gente pode ser argumentista. Nem é uma profissão que se possa aprender. Ou temos essa capacidade criativa de conceber histórias e de entrar na cabeça das personagens ou está tudo estragado. Já tive vários colegas que experimentaram e que até se esforçaram. Sabiam aplicar a técnica mas não passavam disso. Simplesmente nunca vão ser argumentistas. Não têm ginástica mental  para se colocarem de parte e entrarem na cabeça das personagens. Acho que é uma profissão em que se evolui e se aprende bastante - sem sombra de dúvidas. Mas ou a pessoa tem esse dom ou simplesmente não tem. E aí não há nada a fazer. Prende-se com a sensibilidade, com o espiríto observador, com a capacidade de olhar à volta, com a curiosidade, com a pesquisa e, claro, com a criatividade. Ah, e quando se escreve para televisão é fundamental ser rápido e eficaz uma vez que os prazos são sempre apertados.
Lembro-me de um professor que tive na faculdade, leccionava a cadeira de atelier de jornalismo e trabalhava no Público, que um dia me disse: "A Catarina tem veia de repórter. E isso é uma coisa com a qual se nasce. Ou se tem ou não se tem. Não dá para aprender a ser repórter". Acho que tem tudo a ver com a capacidade de ver as coisas, de as analisar ao pormenor. E talvez seja essa mesma sensibilidade com que escrevia as reportagens literárias (que tanto adorava) que me ajuda a fazer o meu trabalho, a desenvolver histórias e personagens.
Depois da aula na minha antiga escola, fiquei com a sensação de que podia fazer isto mais vezes. Ia gostar! 

29 maio, 2012

QUERIDO JUNHO

Só para informar que estou muito feliz! A minha amiga TX vem de Paris passar o seu trigésimo aniversário connosco. E a festa de arromba vai ser cá em casa. Estpou tão mas TÃO feliz! Ah, e vai ficar uns dias em minha casa para matarmos as saudades. Que belo mês de Junho!
Dia 4: aniversário da minha sobrinha;
Dia 6: aniversário da TX e da minha sogra;
Dia 8: festa da TX
Dia 9: festa da minha sobrinha
Dia 10: aniversário/festa do meu J.

E depois seguem-se os Santos!
Os meus pais são apreciadores de bom vinho e eu, até há bem pouco tempo, não gostava mesmo nada do sabor. Era chato nos jantares de amigos e de família virar-me para a sangria ou para os suminhos ou água. Mas o tempo foi passando e comecei a habituar-me ao sabor e hoje gosto de saborear um bom vinho. O problema é que se é para beber, que seja então um belo vinho, que me dê mesmo prazer. Também não gasto 20 euros numa garrafa mas consegue arranjar-se um bom vinho a um preço simpático. O J. também não gostava do néctar dos deuses até que começou a fazer workshops em casa dos sogros. Hoje gostamos muito de ter um bom vinho à mesa, de preferência para ser partilhado. Seja branco ou verde fresquinho, seja tinto encorpado e frutado. A nossa preferência recai sobre os alentejanos. Ainda esta semana abrimos uma reserva de Esporão 2009. Que maravilha! Para mim é superior ao Cartuxa.

24 maio, 2012

E agora vou ali fazer uma mousse de chocolate, que amanhã tenho cá um jantar em casa.

Gosto de ter a casa limpa. Não sofro da síndrome da mania das limpezas mas, sim, admito, quando as coisas estão descambar faz-me uma certa confusão. Costumo chegar a casa tarde e gosto de ter tempo para nós. Uma vez por semana dedicamo-nos às limpezas - tem mesmo de ser. Dividimos as tarefas e corre lindamente. Despachamo-nos e aproveitamos o tempo que ainda nos resta para relaxar. Fazemos tudo, só não engomamos. Eu odeio passar a ferro e o J. também. Por isso, todas as semanas entregamos à T., que trabalha em casa da minha irmã e dos meus pais, um cesto de roupa. Ela é uma despachada, muito competente. Também foi ela que nos fez a primeira grande limpeza nesta casa e hoje voltou - tão bom! Chegar a casa e sentir o cheirinho dos detergentes no ar... Decidimos que é para continuar, precisamos que ela venha cá mais vezes.
Hoje, quando saímos do trabalho, aproveitámos e fomos ao Pingo Doce comprar peixe. Sim, eu sou das pessoas que aproveitam as promoções. Na semana passada dediquei-me à carne e hoje atirei-me ao peixe. E valeu realmente a pena. Fomos à loja do Riviera por volta das 19h30 e só tinha duas pessoas à minha frente. Resumindo: trouxemos 60 euros em peixe fresco e pagámos 30. Sem stress, filas ou confusão. Vale muito a pena.

22 maio, 2012

Ídolos

Sou pessoa que ao domingo à noite gosta de ver o Ídolos. Tenho acompanhado todas as edições e considero que esta é a mais fraca de todas. Mesmo ao nível do júri. O Pedro Abrunhosa é o único que sendo músico tem capacidade para avaliar o potencial de cada candidato de uma forma mais rigorosa, preocupando-se sempre em fazer críticas construtivas. Pode não ter voz mas sabe escrever, compor, sabe aplicar técnicas e sabe declamar os seus poemas (que são maravilhosos, na minha opinião). O Manel Moura dos Santos é aquilo que lhe pagam para ser: o mauzão do programa. Nada mais que isso. Quanto à Bárbara, ainda não percebi bem qual é o papel da senhora. Sobretudo depois do filosófico comentário dirigido a um candidato: "tudo o que eu te dou, tu me dás a mim". Acho que nem ela percebeu. O Tony é o Tony! Deve ser uma excelente pessoa, reconheço-lhe o mérito de se ter tornado num ícone da música ligeira/romântica portuguesa mas penso que não é o suficiente para avaliar os outros. Tem uma cultura musical muito pouco abrangente e o estilo pop não é com ele... mas dá audiências do caraças!
As galas ainda não começaram mas até agora tenho duas candidatas favoritas: a Solange e a Mónica.
Vamos ver...

GOSTO!

Hoje tive uma epifania. Tenho de aproveitar! Mãos à obra!

Sábado estive numa festa para ver um trailer da série que escrevi, do projecto que mais adorei fazer até agora (e já lá vão 8 anos...) Ao ver aquelas imagens emocionei-me. Eu sou lamechas por natureza mas nunca me tinha acontecido ver uma coisa que ultrapassou todas as minhas expectativas (que já eram bem altas). Vieram-me as lágrimas aos olhos. E pelo que depois me disseram, não fui a única a quebrar. Desde o elenco, da realização, da iluminação, ao guarda-roupa, passando pela caracterização, pelos decors... só tenho elogios a fazer. Nunca me tinha acontecido tal. Em todos os projectos havia sempre uma ou outra coisa a apontar. É tão bom ver os textos ganharem corpo num elenco que os veste de uma forma perfeita. É tão bom ver todo o esforço de uma equipa ser recompensado pelo resultado final.  Só tenho a agradecer a todos que estão a tornar este projecto muito especial. Não tenho dúvidas de que vamos fazer História!

18 maio, 2012

 
E pronto... é hoje que vou continuar o vício. Love it!

TX


17 maio, 2012

A crise a a solidariedade

Ultimamente e, ao contrário das expectativas, tenho notado que anda por aí uma grande onda de solidariedade. Num mundo onde a presença física é cada vez mais substituída pelos telefonemas, pelas redes sociais e por todo o universo virtual, tenho-me apercebido de que as pessoas estão mais solidárias umas com as outras. Talvez o lema "a união faz a força" comece a ser entendido. Que as pessoas precisam umas das outras, isso já toda a gente sabe, mas a passagem da teoria à prática nem sempre é fácil e pacífica. Talvez porque as pessoas estejam a precisar mais de ajuda do que nunca e comecem a deixar de ter vergonha de pedir. E muitas respondem à chamada. Tenho visto pedidos de tudo e de mais alguma coisa, a que muita gente responde de imediato sem receber nada em troca. Mesmo quando não conseguem ajudar directamente, passam a mensagem para que chegue a alguém que consiga. Por exemplo, nesta época de crise fiquei surpreendida com a participação dos portugueses nas campanhas de solidariedade, como por exemplo, a do Banco Alimentar. Pessoas que com duzentos euros de reforma, em que metade vai para a farmácia, contrubuíram nem que fosse com quarenta cêntimos gastos num pacote de massa. Nós precisamos uns dos outros. Por vezes afundamo-nos no egoísmo do conforto e não mexemos uma palha para ajudar o próximo mas acho que numa altura em que o conceito capitalista mostra a sua fragilidade chegou o momento de as pessoas darem valor ao que realmente importa, à Humanidade, e continuarem nesta onda solidária a ajudar o próximo. É verdade que com a crise veio uma onda de revolta, violência e raiva. As pessoas estão sem trabalho, estão a ficar sem tecto e não têm dinheiro para comer. Mas esta mesma crise também trouxe ao de cima o que de melhor o ser humano tem: a capacidade de amar e de ajudar os outros.

16 maio, 2012

A vida é bela.

Depois de um dia desgastante  nada melhor do que chegar a casa e jantar na varanda, à luz de uma vela e ao som de música relaxante. Salada de rúcula com queijo feta e salmão fumado regados por um copo de Muralhas gelado. Para sobremesa (ai, a dieta) , o J. surpreendeu-me com uma taça de profiteroles...
Depois de um dia intenso, é bom chegar a casa e perceber que há vida para além do trabalho. E como é bom vivê-la desta maneira!

15 maio, 2012

Depois de quase um ano de silêncio, decidi voltar ao blog e em força. Apetece-me escrever, escrever, escrever!
Como é que posso resumir o que se passou neste ano de ausência? Bom, houve algumas mudanças, naturalmente. Sinto-me mais crescida, ganhei mais maturidade e mais tranquilidade desde que partilho a minha vida com o J. A adaptação nem sempre foi fácil, eu tinha uns vícios, ele tinha outros. E claro, tivemos de ceder. Hoje, já temos a nossa "rotina". Adoro a vida de casada e sinto-me uma privilegiada por amar e ser amada.
Entretanto também mudámos de casa. Adoro a nova casa, tem muita luz, uma bela energia. É bonita, espaçosa e está inserida num sítio muito calmo, onde o silêncio só é interrompido pelo sino da igreja. Ainda hoje estivemos sentados na varanda a beber um café e a sentir a brisa quente enquanto trocávamos palavras. Há momentos tão simples que têm uma enorme potencialidade para se tornarem especiais.
No trabalho? Está tudo bem. Continuo a fazer o que gosto: a escrever, a criar histórias, a dar vida e voz a personagens. Adoro a minha equipa e sinto-me em família. É óptimo trabalhar assim.
Mas não tenho apenas boas notícias. Acabei de falar com a minha amiga querida amiga TX e apercebi-me que, de facto, temos mesmo de aproveitar cada sopro de vida. Ela é um exemplo e sabe fazê-lo da melhor maneira. Mesmo doente, tem uma força extraordinária, capaz de carregar o mundo inteiro às costas sem se queixar. Se há pessoa que não merece o que está a passar é a TX. Já sofreu demasiado e o filho da puta do cancro não lhe dá tréguas. Mas nós estamos aqui, bem firmes, para continuarmos essa batalha. Porque o bicho meteu-se com a pessoa errada. Se ele é teimoso, a TX é ainda mais! Peço que orem pela minha amiga porque eu acredito que o amor não cura mas ajuda e muito nestes momentos tão difíceis. Apesar da distância física, eu estou com ela. De e no coração.

Beijinhos para todos os que foram espreitando se havia novidades no blog. Peço desculpa pela ausência mas só agora é que me apeteceu retomar esta experiência.

29 junho, 2011

Já não escrevo há muito tempo. Falta de disponibilidade. Sobretudo mental. Mas hoje abri o blog e pensei: não te tenho dado a atenção merecida. E toca de começar a escrever.


A minha vida mudou. Continua em permanente mudança e adaptação. É suposto ser assim. Afinal só partilhamos o mesmo espaço há três meses. Gosto desta partilha. Gosto de preparar o jantar e de tratar das roupas (à excepção de engomar - felizmente temos uma rapariga que nos tratar disso). Gosto de ficar abraçada no sofá depois de jantar ou ir passear de mãos dadas até ao santini. Ele é mais o rei do aspirador e do pó!

Gosto de o ter perto de mim, de saber que está aqui ou vem a caminho. É tão bom ouvir a chave a rodar na fechadura. Gosto de adormecer aninhada e de acordar abraçada.


Uma casa dá trabalho e as relações também. Há que ceder, há que negociar, há que respeitar. Uma relação está em constante construção e cabe a nós mantê-la firme. Os problemas aparecem, é natural, mas temos de aprender a lidar com eles para os conseguirmos ultrapassar.

As adaptações precisam de tempo mas precisam sobretudo de amor.

30 abril, 2011

MÃE

É um dos meus grandes amores. Um dos maiores. É aquele abraço que me envolve e me chega ao coração quando mais preciso. É a voz que os meus ouvidos querem ouvir e aquela que melhor conhecem. São as mãos pequeninas e suaves que me afagam o rosto e apertam as minhas. É um olhar sincero, cheio de doçura, um mar imenso - por vezes ondulado, por vezes sereno. É tudo para mim. O amor que lhe sinto transborda o coração. Enche-me e preenche-me.



É um sol de Verão, caloroso, cheio de vida, intenso. Uma chama que arde na lareira no Inverno, que aquece o que a rodeia. É um dos meus mais profundos amores. Incondicional. Puro.


É a minha MÃE. Amo-a. Amo-a MUITO.

22 março, 2011

As MUDANÇAS já começaram!
Entre mudanças e limpezas tem sido muito cansativo mas é tão gratificante ver que a casa começa a ganhar forma. É o nosso ninho que está a ser construído com muita paciência e muito amor. Ontem chegaram os electrodomésticos que foram alegrar a cozinha.
Dia 1, se tudo correr bem, lá estaremos. Vai ser uma grande mudança na minha vida. ´
P.S.- Já comecei a sentir saudades dos papis. É estranho pensar que vou deixar de morar ali, que supostamente nunca mais vou voltar àquela casa na condição de "inquilina". Faz parte da vida e do crescimento pessoal. Vou estar tão pertinho que sempre que quiser posso ir matar saudades.

13 março, 2011

JAPÃO: 11 de Março de 2011. As imagens falam por si...






Ontem as várias gerações saíram à rua.

Eu estive lá para cumprir o meu dever cívico e participar no movimento que está descontente com o estado a que o seu país chegou. Há vários culpados e não adianta perder tempo a perceber quem falhou e onde é que se falhou. Resta juntar esforços e cooperar na construção de um país mais justo, que proteja os seus habitantes, um país onde se possa viver (e não sobreviver) e onde os sonhos sejam possíveis de realizar.

04 março, 2011

Quase, quase...

Depois da compra dos electrodomésticos e da conta conjunta no Banco, a mudança para o ninho aproxima-se. Falta menos de um mês para estarmos na nossa casa. Já aprendi a dizer, mais do que isso, a saborear as palavras: " a nossa casa". Fica numa praceta muito sossegada. As janelas da cozinha e da sala convidam o sol a aninhar-se entre as paredes. As copas das árvores que espreitam as janelas transportam um cenário idílico. A cozinha é branca, luminosa, confortável. Tem muitas bancadas para eu poder cozinhar à vontade. E arrumação não falta! Temos três quartos. O nosso, o da C., e um escritório para podermos trabalhar - um espaço tranquilo e recolhido, um espaço para a criatividade. O chão é lindo, todo em madeira, que dá um toque muito confortável à casa.
Nunca na minha vida me preocupei com enxoval. Lembro-me na faculdade de ter amigas que queriam receber no aniversário e no natal copos da Atlantis e serviços da Vista Alegre. Eu, com dezoito anos, preferia que me oferecessem roupa. No Natal, lá levava com um pano para o cesto do pão e uns panos da loiça mas nada mais que isso. Agora chegou o momento de comprar lençóis, toalhas de mesa, de banho, pequenos electrodomésticos, panos de cozinha, cabides... e afins! E os papis também têm ajudado nessas compras.
Tenho a sorte do Anónimo ter montado a casa dele... por isso, não falta muita coisa. Com o tempo, vamos ter a nossa casa exactamente como queremos.
Sei que vai ser uma grande mudança, que é um grande passo... e só espero (e desejo) que corra tudo bem e que sejamos tão felizes como temos sido.

03 março, 2011

Gosto muito desta marca e deste blog!
Ora espreitem as obras de arte que a sua criadora (Sónia) faz por lá. E viva os fifties! Assim de repente, apetece-me encomendar tudo!

http://thecherrytwist.blogspot.com/

08 fevereiro, 2011



Que fique aqui entre nós...


Vamos juntar as escovas de dentes!

27 janeiro, 2011

29 dezembro, 2010

Adeus 2010, bem-vindo 2011!

Estamos quase a 2011. Entre o natal e os últimos dias do ano fico sempre um pouco nostálgica. Faço um balanço do que fiz durante este ano e o que desejo para o próximo. 2010 foi um ano de descobertas, de auto-conhecimento e de crescimento pessoal. Amadureci. Cresci. Aprendi e evoluí. Custou um bocadinho, ainda para mais eu que sempre tive o sonho de viver na Terra do Nunca. Atravessei montanhas e vales, caí algumas vezes mas levantei-me. De cabeça erguida segui o que sinto. Haverá caminho mais certo? Não me parece. 2010 trouxe-me a loucura e a paz do amor. A descoberta do que é amar e ser amada da mesma maneira. Foi um ano longo, difícil, pesado mas olhando para trás, agora, percebo que o percurso que tive de fazer foi para me tornar mais forte, foi para me mostrar que o amor também magoa mas também nos faz as pessoas mais felizes do mundo. 2010 também me trouxe uma má notícia mas sei que o próximo ano vai dar tréguas à minha grande amiga TX – essa grande lutadora!
Sinto-me abençoada. Pela família, pelo namorado, pelos amigos. Sou feliz porque estou rodeada de um grupo de pessoas especiais, escolhidas a dedo! Sou feliz porque o meu trabalho é a escrita, esta arte a que me entrego todos os dias. Sou feliz porque tenho saúde, vivo tempos de paz e acredito sempre que amanhã pode ser sempre melhor que hoje.
2010 trouxe-me muitas coisas boas. Sinto que 2011 me vai trazer mudanças (das boas!). Peço muita saúde para todos, muita paz e amor!

22 dezembro, 2010





Hoje recebi um presente de Natal antecipado! Um presente muito especial que marca uma das fases mais felizes da minha vida. O que eu gostei do relógio e da sua versatilidade. Tem tudo a ver comigo, acertou em cheio! Ele continua a mimar-me - e com muito bom gosto.
Adorei! Obrigada, do fundo do coração (que tanto te sente).

15 dezembro, 2010

11 novembro, 2010

Adeus, João!

Hoje foi a vez de Lisboa dizer adeus a João Manuel Serra. Um homem que dedicou parte da sua vida a acenar com a mão direita nos passeios do Restelo e do Saldanha para as pessoas que por ele passava. Sorria-lhes através dos vidros dos automóveis e atirava beijos. Tive a sorte de conhecer este senhor numa reportagem para a faculdade. João era um homem culto, oriundo de famílias abastadas que dedicara a vida à sua mãe. Quando a senhora morreu, João procurou nas ruas de Lisboa o conforto para afugentar a solidão. Dormia pouco. Só pela madrugada é que se deslocava até Sete Rios, onde vivia. Quando não estava na rua ou em casa, ia ao cinema e às livrarias encher-se de cultura. Gostava de falar, era um homem de gestos mas também de palavras. Tinha como sombra o passado. Falava da família que ainda tinha no Restelo mas os seus olhos brilhavam quando recordava as viagens que fez com mãe. Tinha uma fotografia dela no bolso das calças. Era uma senhora imponente, fina. Talvez João a procurasse por entre os carros, ao som das buzinas. Talvez nunca tivesse tido tempo de se despedir dela. Ou talvez nunca tivesse desistido de a voltar a encontrar nas ruas de Lisboa. E queria recebê-la da melhor maneira: com um sorriso.
Estou FELIZ.

10 novembro, 2010

Sweet November...

Enya - Only Time (Sweet November)

Correu tudo bem. Agora é esperar que o tempo lhe devolva a cada segundo a saúde que lhe foi roubada abruptamente. Obrigada a todos os que estiveram e que continuam a torcer por ela. A minha amiga valentona!

ARREPIANTE

08 novembro, 2010

We will be victorious!

Para ti, T.X.

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

(Fernando Pessoa)


06 novembro, 2010

ADORO!

"When you love someone you just say it!"

A calma apareceu de uma forma natural e estranhamente se entranhou em mim. No amor descobri que sou mais impulsiva, menos racional, e gosto de ser dessa maneira. Agora vivo-o de uma forma mais ponderada, mais inteligente, mais madura. Esforço-me para não pensar muito nisso, vivo à mercê do que sinto a cada momento. Vivo a verdade mas com o pé no travão. É difícil gerir, muito difícil. Sobretudo porque eu sou apaixonada pelo amor e gosto de o desafiar a cada instante. Mas há momentos em que a vida nos mostra que existem outras formas de amar. Através do olhar e do silêncio. Incondicionalmente. Ali ele embala como um bebé ao colo da mãe, numa paz quase enfeitiçada e contagiante. Indestrutível e avassaladora. Não sei que futuro está desenhado para mim mas acredito que seja bom. Tenho tentado construir um presente que me orgulha de estar cá.

04 novembro, 2010

"Acreditar em algo e não o viver é desonesto"(Gandhi)

02 novembro, 2010

29 outubro, 2010

O cancro é um filho da puta da pior espécie. Vem de mansinho, caminhando em bicos dos pés, em passos silenciosos, e de repente, quando nos apercebemos, já nos está a declarar guerra. É mesmo um grande filho da puta que vem testar a nossa capacidade de resistir. Mas tu és uma resistente, sabes disso. És das pessoas que mais lutou para chegar onde estás. Com inteligência, verdade e mérito. Não tens feito outra coisa que não lutar! E tens a obrigação de vencer esse grande filho da puta. Porque vais vencê-lo! Não há espaço para deslizes, para medos, para hesitações. Tu és das pessoas mais especiais e mais íntegras que conheço e nós precisamos de ti, o mundo precisa de ti para ser melhor. Se é guerra que o bicho quer, então vamos lá! Tu és uma vencedora. Basta olhares para trás... e eu, olhando para a frente, sei que vais vencer outra vez. E vamos festejar juntas, com um brinde, como sempre.

28 outubro, 2010

O rumo é mesmo este.


E FEZ-SE LUZ!


Ás vezes andamos às voltas e voltas a tentar enganarmo-nos a nós mesmos. Arranjamos desculpas, justificações, embrulhamo-nos num cordel agonizante que parece não ter fim. O que é que acontece? Não saímos do mesmo lugar, não avançamos, apenas permanecemos. Eu recuso-me a permanecer mas estava difícil avançar sem olhar para trás. E não é que de repente, num sopro de imprevisto, a realidade cruza-se com os meus olhos. Uma realidade crua, límpida, cruel também... mas é a realidade. E é com ela que tenho de lidar e com a desilusão. Mas estou bem. Era só esta luz que eu precisava ver e sentir. Agora estou pronta para avançar. Sozinha. Comigo. Chegou o meu momento. Sinto-me sossegada.

27 outubro, 2010

Balançar















Tenho "apanhado" várias vezes esta música na rádio. Não é por acaso.

"Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.

E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração."

(Mafalda Veiga)

21 outubro, 2010

Beirut - Sunday Smile

Estou ansiosa por chegar a casa e fazer a mala. Amanhã vou para sul na minha companhia porque nós precisamos uma da outra. Eu, ela e o silêncio. Nós. Quero disfrutar da natureza, do ambiente relaxante, da leitura, dos petiscos, da música, da dança, do SPA do hotel. É uma viagem aos sentidos porque o pensamento e as filosofias vão ficar bem fechados dentro da mala (bem longe de mim - estou cansada!). Quero conhecer e deixar-me conhecer.
Amanhã. Amanhã nunca mais chega!

19 outubro, 2010

18 outubro, 2010

Sobre almas gémeas

"O encontro das almas gémeas acontece muito antes do que no plano físico.
Primeiro é o IDEAL ESPIRITUAL ou seja missão. Nesse estágio, juntas, as almas gémeas têm um desenvolvimento que jamais conseguiriam estando separadas. Há uma imensa felicidade e se brigam ou se separam, parecem decair ou chegam mesmo a perder a razão da vida.
O segundo estágio é o IDEAL INTELECTUAL. Nesse estágio as almas gémeas têm os mesmos ideais, gostam dos mesmos assuntos. Ambas querem obter uma elevação cultural e intelectual.
O terceiro estágio é CONSCIÊNCIA E INTERESSE. Nesse estágio, não há lamentações, pois sabem que são como um todo, um único e perfeito. O estado de ânimo reflecte como um espelho no outro. A doença de um entristece o outro. Aqui é onde o sentimento enobrece, e esse estágio geralmente acaba quando um dos parceiros falecem.
O quarto estágio SIMPATIA. Elas atraem-se geralmente quando são bem humoradas e têm uma vida sempre ativa. Aqui não há sentimento de raiva, de ódio, de rancor. Nesse estágio, as almas gémeas, por estarem unidas por uma consciência superior, não existe a necessidade de palavras de baixo calão.
O quinto estágio é o DESEJO. Aqui, as almas gémeas, homem e mulher, entregam-se à paixão, à procura. Existe a consciência de diálogo a fio, respeito e planos para o futuro.
O sexto estágio é o FÍSICO. É o período do contato, do abraço, dos beijos, dos carinhos, do acto sexual, é onde tudo se torna mais intenso, é onde há a libertação kármica (êxtase sexual). É a evolução dos dois. Esses são os estágios das Almas Gémeas.
A procura das Almas Gémeas são intuitivas, são desejos puros.
Quando há esse encontro não existe quotidiano, regras, ou sentimentos mais puros. Há uma harmonia de espírito, intelecto, desejos, conquistas.
Os encontros das Almas Gémeas, não como regra mas sim pelos elementais, têm seus
encontros:
Signos de TERRA como Virgem, Capricórnio e Touro, encontrarão seu par em ambiente de trabalho.
Os de elemento FOGO como Áries, Leão e Sagitário, vão ao encontro de sua alma gémea, em variados lugares. E, quando se acham, geralmente brigam com a pessoa, não simpatizam à primeira vista e discordam dos assuntos que discutem.
Nos elementos de ÁGUA como Escorpião, Peixes e Câncer, tem maiores facilidades em encontros familiares.
Os elementos de AR, como Gémeos, Libra e Aquário, podem se conhecer através da comunicação, telefonemas, correspondências, amigos.
Jamais se esqueçam de que a atracção das almas gêmeas se dão pelo facto de terem o mesmo magnetismo, as mesmas qualidades espirituais e possivelmente emocionais."

Scala and Kolacny Bros - U2 With or Without You

17 outubro, 2010

Uma bela tarde...











Cirque du Soleil

Ontem tive um convite de última hora para ir assistir ao espectáculo Saltibanc do Cirque du Soleil. Era impossível recusar. Nunca fui grande apreciadora do dito circo tradicional mas o conceito deste grupo nada tem a ver com isso. É bailado, é magia, é sonho, é música, é a arte no seu estado mais puro. O espectáculo leva-nos a outra realidade e mostra-nos que o corpo e a alma não têm limites. Fiquei impressionada com o desempenho destas duas raparigas no trapézio. É preciso ter equilíbrio, coragem, e sobretudo muito confiança. Elas estavam a quinze, vinte metros do chão, livres, completamente livres. Não tinham rede nem estavam presas por fios. Nada. O exercício estava nas mãos delas e nos nossos olhos. Arrepiante. Arriscar a vida também é entregarmo-nos ao que amamos com a consciência e a confiança de que vamos dar o nosso melhor.
Muito obrigada, querida Z.

Cirque du Soleil Duo Trapeze Saltimbanco Senchihina twins

Creed: "With Arms Wide Open" Acoustic (Stripped)

15 outubro, 2010

AUTO-RETRATO

Hoje estou num dia introspectivo. No meio dos meus pensamentos perguntei-me quem sou, o que quero fazer, quais são os meus sonhos e aquilo que me faz feliz.
Dei por mim a pensar que sou uma mulher com ânsia de viver, de conhecer e aprender. Sou verdadeira e leal mas às vezes tenho dificuldade em dizer não. Sou romântica, fria para quem não conheço, lógica, racional, e cada vez quero ser mais emocional. Sou sonhadora mas quando olho para o chão, sei que os meus pés estão bem presos à terra. Sou criativa, tímida, profunda, sensível, tenho fragilidades mas tenho uma estrutura forte. Sou orgulhosa e teimosa e extremamente paciente. Quando me dou a alguém dou-me por inteiro. Sou serena e odeio conflitos. Sou optimista e ponderada por natureza. Um dos meus maiores desafios é aprender a perdoar. É um caminho longo que tenho de fazer.
O que é que me faz feliz?
Uma bela gargalhada. Um olhar intenso. Flores, campestres, de preferência. Chocolate preto. Um abraço apertado. Uma viagem. Um chá de menta demorado no Inverno e uma morangoska bem fresca no Verão. Um postal (hoje recebi um!). Um jantar prolongado na melhor companhia. Olhar para o mar e encher-me de paz, deixar-me envolver pela música das ondas. Uma surpresa. Escrever. Dançar. Nadar. Ver um bom filme. Ler um bom livro. Reencontros. Deitar-me no relvado com uma manta e contemplar o silêncio. Ajudar alguém que precisa de mim. Todos os momentos à mesa com amigos e família. A minha família. Os meus amigos. Sentir-me especial.
O que é que me entristece?
As desilusões. O medo. A falsidade. O cinismo. O egoísmo e o egocentrismo. A aldrabice. O abuso de poder. O desrespeito e a falta de civismo e educação. A falta de humanidade.
O que quero fazer da minha vida?
Uma passagem inesquecível, mágica, cheia de momentos de afectos, aprendizagem e solidariedade. Sou única e este é o momento e a oportunidade para descobrir o que de melhor há em mim, o que de pior tenho e transformar-me numa pessoa que aos oitenta anos sente que cumpriu a sua missão.
Quero escrever livros, comprar uma casa, escrever filmes e poemas para músicas. Quero prolongar a magia da minha família, encontrar alguém que ame e que me ame e ter filhos. Quero amar e ser amada na mesma medida. Quero admirar e ser admirada. Quero rodear-me de afectos e partilhá-los. Quero conhecer o mundo e preencher-me. Quero investir nas acções sociais, que tanto me preenchem. Quero morrer a aprender. Quero viver a plenitude até ao fim.

13 outubro, 2010

VALE A PENA AMAR

Deixei-o. Deixei-o ir. Desisti. Deixei de o ver projectado no meu futuro. Abdiquei da expectativa, da esperança, da luta por uma vida em comum. Porque saber lutar também é ter noção do momento em que se deve sair de campo. Se dói? Ui! Sinto o meu corpo gelado, um nó no estômago, um vazio que me consome o peito, uma tremura que não dá tréguas.
Desisti de lutar por quem também desistiu de mim. Fica a consciência de que tudo foi feito, de que dei o meu melhor, de que fui uma guerreira que durante o tempo todo batalhou por ele e para que ele construísse o seu caminho (que também era o nosso), encontrasse um sentido para a vida no meio do caos. Só por isso já valeu a pena. Ah! E descobri o amor. Soube dar o que de melhor eu tenho e descobri o quanto tenho para dar. Arrisquei e amei-o incondicionalmente. Se me arrependo? Nem um bocadinho. Faria tudo outra vez. Quando se está apaixonado a entrega é total e tudo é possível, até o impossível. O céu é mais perto, o sol mais quente e radiante, e as estrelas iluminam os caminhos até nos cegarem.
Antes de sair, olhei-o pela última vez com um sorriso. Foi assim que o conheci e que o deixei entrar na minha vida – com o meu sorriso. Era assim que me queria despedir. Entreguei num abraço apertado o meu amor. Ficou lá com ele, colado nos poros da pele. Talvez por isso tenha voltado para casa mais leve.
Os timings são tramados e podem condicionar o percurso por onde a vida nos leva. Mas eu prefiro continuar a acreditar que quando se está apaixonado, quando se ama, então tudo faz mais sentido e é o amor que condiciona o tempo e nunca o contrário. O amor é mais que tudo na vida. O nosso só não foi suficiente.
Esta caminhada chegou ao fim sem ter chegado à meta. Depois de tanto esforço a meta devia ter chegado até nós – merecíamos.
Por mais dor que possa provocar, vale a pena amar.

08 outubro, 2010

“If you love something let it go. If it comes back to you it's yours. If it doesn't, it never was.”





E AGORA???
É magia, sim! Uma inexplicável magia.

"Reza a minha história que o reencontro de Almas não pressupõe lógica e muito menos hora marcada. Por vezes basta um dedo tocado, uma palavra perdida, uma fotografia ao longe, um silêncio ou a cumplicidade de um sorriso para despoletar a magia em que acreditávamos quando éramos crianças. O Amor é logo ali..." (Gustavo Santos)

05 outubro, 2010

Amanhã faz um ano que mudei de empresa e que deixei outra para trás. Foi a decisão mais rápida de sempre. Tive de dar resposta ao convite no mesmo dia em que o recebi. Na altura não me senti bem por não ficar onde estava até ao final do projecto. Hoje, com a distância de um ano, percebo que foi o melhor que fiz. Segui mais uma vez a minha intuição e o coração e acabei por ir parar ao sítio certo para crescer profissional e emocionalmente.
Entrei logo da melhor maneira! Com um acidente de percurso: um camião partiu o espelho retrovisor do meu carro, ainda nem tinha chegado à cancela da empresa. O condutor pirou-se e eu, ainda hoje, tenho o espelho preso por tape...
Já lá estava a minha amiga A, que me apresentou aos outros colegas e que hoje, alguns deles, considero amigos. Gosto do meu trabalho mas já me senti melhor por aqueles lados. Encaro esta fase como passageira, sei que melhores energias virão. Sei e sinto. Neste ano que passou cresci como guionista, aprendi muito, mas sobretudo cresci como pessoa. Vivi experiências que me ensinaram a ver a vida de outra forma, conheci pessoas que vão ficar para sempre na minha vida, presas no “passador da nata da nata”! Mudei. física e psicologicamente. Entrei de cabelo pelos ombros, preto, com uns belos quilos a mais e sorridente, sedenta de novas histórias. Hoje tenho menos catorze quilos, uso o cabelo curto e com um tom dourado. Continuo a sorrir, ainda não tanto como antes mas faz parte de uma caminhada. Sinto-me mais madura, mais leal, mais frontal. Não tenho medo de dizer o que sinto, sou mais Catarina do que era. Menos ingénua, menos sonhadora, menos racional. Mas continuo a ser a Catarina…

04 outubro, 2010


Férias marcadas, hotel reservado! Estou ansiosa, mas já não falta muito!
Quero descansar, respirar a maresia, sentir a areia nos pés, deixar-me embalar pelas ondas e pela música. Comer bem, dormir bem... encher-me e preencher-me! Vou mimar-me... E MUITO!


29 setembro, 2010

HOJE vai ser um dia MUITO importante.
Mais um passo num longo caminho que ainda tenho pela frente. Estou feliz.

25 setembro, 2010

WAVES
(Holly Miranda)

I've watched you walk so many times
Of all the years that made us blind
Why you, why you let it all
Be like some prison in your mind
It doesn't need to be
It doesn't need to be

So where do the waves go, my love
Where do the waves go, my love
Sonic or liquid, I don't know
Sonic or liquid, I don't know

You must speak your life into existence
This intent is so much more
That just a means to
End all of this suffering
This needless pain that stains your face
It doesn't need to be
It doesn't need to be

So where do the waves go, my love
Where do the waves go, my love
Sonic or liquid, I don't know
Sonic or liquid, I don't know

Oooo we wait so long babe
To become just one heart

Here's the truth: love isn't enough.

23 setembro, 2010

Hoje começou uma nova fase da minha vida. Não faço ideia do que aí vem. Por enquanto dói que se farta! Mas sei que vai passar, "como uma onda no mar". Ninguém morreu e a morte é de facto a única perda real, irreversível.
É um vazio no peito, um silêncio estranho... mas vou habituar-me, como sempre me habituei. Vou abrir horizontes, abrir o coração ao mundo e cuidar de mim.
Um amigo meu enviou-me hoje umas palavras que quero reproduzir aqui para que se perpetuem no tempo e nunca me esqueça delas:
"És uma mulher muito inteligente, extremamente sensível, com um sorriso hipnótico, uma beleza deslumbrante e que sabe ser sensual todos os dias. Por estas coisas e por outras mais, tu mereces ser feliz, sozinha ou com alguém. No mínimo mereces alguém que quando se cruzar contigo, que pare e que te olhe nos olhos. Pode não dizer nada, até porque o silêncio é a única língua que se entende, mas tenho a certeza que vais perceber que para ele… existes."
De que interessa ser amada se não posso ser feliz?
Vamos lá andar com a vidinha para a frente que o futuro vai sorrir!




19 setembro, 2010

Tive um dia em cheio, já há algum tempo que não me sentia assim. Dei uma volta, apanhei ar, li, cozinhei, falei ao telefone para matar saudades de quem está quase sempre longe mas bem perto, brinquei com a criançada toda na relva, fiz planos e jantei com a minha família. Hoje dei conta de que está a aumentar "assustadoramente"! Agora estou aqui deitada na cama a escrever e ao meu lado está a minha afilhada, que quis ficar comigo. Olho para o lado e reparo que o sono de uma criança talvez seja a maior sensação de paz. Ela está tranquila, de braços abertos como se quisesse agarrar o mundo. Reparo como está crescida. Aos quatro anos está alta, muito gira, independente, com uma personalidade muito vincada, ou não fosse ela escorpião!

E agora é melhor ir dormir porque amanhã a alvorada é cedo! Parece que já estou a ouvi-la: "Inha, tenho fome, quero chocapic! Inha, posso ver o Panda? Inha, quando é que vamos ao parque?"


18 setembro, 2010


Acabei de chegar de um jantar inesquecível. Três amigas, um belo restaurante, um risotto de cogumelos frescos, três horas de conversa e muitos risos. Depois de pormos as novidades em dia, de relativizarmos os dramas da vida e até de nos rirmos deles, de avivarmos memórias recentes e de trocarmos experiências, a sobremesa e o chá foram acompanhados por uma banda sonora que me ficou retida nos ouvidos. Uma conversa de dois casais de swingers, que se sentaram mesmo atrás de nós. Pois que era o primeiro encontro deles. Mas, pela conversa, já eram batidos na experiência das trocas. O meu primeiro pensamento foi: que matrafões... troca por troca, ao menos que seja com alguém que valha a pena. Aquelas alminhas tiravam o desejo a qualquer pessoa, excepto a elas próprias.
A conversa ia aquecendo com as experiências anteriores que os tinham ofendido. Uma delas dizia: "Passado dois minutos ele já me estava a beijar". A outra questionava o companheiro: "Lembras-te daquele que começou a pôr logo as pernas em cima de mim?" E ele, muito indignado, confirmava. Todos concordaram que só estavam "naquilo" enquanto se sentissem bem. E pelos os olhares que iam trocando, estavam doidinhos para sair dali. Resumindo, fiquei um bocado decepcionada com este mundo. Imaginava um universo de glamour, secretismo e desejo. Não é que alguma vez me tenha interessado por esta experiência (eu cá sou um bocadinho selectiva e acho que duas pessoas são suficientes para uma relação funcionar) mas confesso que fiquei realmente desiludida!

15 setembro, 2010

É impressionante. Parece que os homens têm um sensor que os informa de que estamos sozinhas. Não perdem tempo...
Abriu a época de caça!

13 setembro, 2010




Quando um ciclo se fecha há outro que se abre. É tempo de começar de novo.
Hoje é o dia!

04 setembro, 2010

Nada melhor que uma bela desilusão para perder peso. Hoje fui à balança e já foram mais quatro quilos. Em menos de um ano, perdi 14. É a alegria do dia!

31 agosto, 2010

Fim.

Dói. Dói muito mas vai passar. A razão tem de se sobrepor ao coração para que a paz me invada novamente. Há momentos em que o egoísmo emerge das minhas profundezas mais obscuras e desumanas. Quero harmonia, equilíbrio (com desequilíbrio moderado, senão a vida é uma chatice) e serenidade. Quero o que sempre tive e que me foi resgatado sem sequer ter tempo para reagir ou pensar.
O livro fecha-se e guardo-o dentro de uma caixa. Daquelas impermeáveis à humidade e ao esquecimento. Porque as memórias têm aromas, imagens, texturas, paladares e sons que nos aconchegam a alma e nos fazem sorrir. Sim, porque são essas que quero conservar. As outras podem ir com as lágrimas, que não fazem falta. As boas quero mantê-las vivas até que o coração se lembre de as apagar.
A frustração é infinita e a desilusão também. Sempre pensei que o amor chegasse. Talvez não fosse amor… e a paixão é levada pelas estações. Arde no Verão e aninha-se no Inverno. São poucas as que se deixam ficar para sempre. Sossegadas.
As mãos soltam-se uma da outra, os olhos deixam-se de olhar, os caminhos tornam-se paralelos. As almas separam-se e o vazio apodera-se de todos os espaços que sobram. O percurso parece agora mais longo. A solidão aumenta as distâncias e atrasa o tempo. Pode ser mais duro, pode parecer assustador, mas eu hei-de chegar lá. Sozinha, para não me perder.

30 agosto, 2010

24 agosto, 2010

Papas da Lingua- Eu sei

Este blog anda muito sugadito. É que a dona tinha tanta coisa para partilhar mas foi acumulando. Resultado: vários meses de interregno e logo na silly season! NÃO!
Resumindo: meses de altos e baixos, de stress, de apaziguamento, de tudo um pouco, como a roda alimentar mas em quantidades excessivas.
Quando a tampa da panela de pressão estava prestes a explorir lembrei-me de mim e da serenidade que sempre me caracterizou. Queria reconquistá-la a todo o custo. Parti rumo ao sul, ao aconchego da família, da areia e do mar. Absorvi a energia do sol e da água. Respirei a brisa quente, caminhei por desertos, ouvi o silêncio e voltei revigorada.
Aos poucos sou eu outra vez e que saudades tinha de me sentir.
Nos últimos tempos a ansiedade pregou-me uns sustos. Ai, a maladra! Resolvi, a pedido da mamã, ir ao cardiologista. Lá fui e adorei a médica. Ainda estou a fazer exames mas em princípio o coração aos pulos não passou de ansiedade. É de estar tão cheio de vocês. :) Confesso que estou mais descansada mas apetecia-me ir de férias outra vez. Só assim, para ficar mais uns dias em modo "dolce fare niente".
Sôdades d'ocês!

21 agosto, 2010